Recuperação judicial deve ser recurso extremo, diz advogado

Em tempos de crise econômica no Brasil, muitos empresários que estão afogados em dívidas têm recorrido a recuperação judicial para salvar suas companhias. De acordo com a Serasa Experian, no primeiro semestre de 2015 foram requeridos 492 pedidos, um aumento de 18% em relação ao mesmo período de 2014. Em nove anos, o crescimento foi de 275%.

“O processo de recuperação judicial é um meio pelo qual o empresário pode se valer para reestruturar sua companhia, resgatar o negócio e recobrar a saúde financeira do empreendimento”, explica o advogado Artur Lopes, da Artur Lopes & Associados. Mas, segundo o advogado, a medida é um recurso extremo e só deve ser utilizada se há condições de negociação dos passivos no âmbito administrativo e, sobretudo, de forma equilibrada. As micro e pequenas empresas lideraram os requerimentos de recuperação judicial de janeiro a junho de 2015, com 255 pedidos, seguidos pelas médias (147), e pelas grandes empresas (90).